domingo, 7 de dezembro de 2014

As mudanças nos sistemas educativos europeus

Ao longo das últimas décadas, a escola ganhou diversos papéis preponderantes nas sociedades desde a instrução académica, formação de cidadãos e formação de profissionais. Para acompanhar este ciclo de mudanças, que coincide com a revolução industrial, surge o termo sistema educativo com o propósito de regular o funcionamento das escolas ideia também defendida por Gaspar (1996:122) “um sistema é um conjunto organizado e coerente de áreas que o compõem, de práticas, de métodos e de estruturas, de acordo com uma concepção ou uma determinada doutrina, com vista a fins elaborados em função das necessidades de indivíduos ou da coletividade”.
Pensar que o principal objeto da educação é o ser humano, é reforçar o papel fulcral de educar um cidadão na sua plenitude, independentemente das suas ideologias, cultura, conhecimentos entre outros permitindo de certa forma, que cada ser consiga identificar e evoluir o projeto individual que ajudará a sociedade a crescer e a evoluir.
Na bibliografia consultada, foi possível identificar diferentes tipologias dos sistemas educativos na europa. Tipo escandinavo com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades com uma oferta para todas as crianças num maior período possível. Tipo anglo-saxónico numa tendência de um ensino mais individualizado no regime de tutoria de apoio às crianças com maiores dificuldades. Tipo germâmico que apresenta várias ofertas paralelas com o objetivo de inserção profissional e social dos alunos. Tipo latino-mediterrânico valoriza a homogeneidade, ou seja, o sistema educativo deverá ser um tronco comum que procura solucionar a componente social.
Partilhando a participação do colega Luís Carvalho, os sistemas educativos variam entre os modelos centralizado e decentralizado. No primeiro a decisão do poder faz-se em vértice do topo da pirâmide para a sua base e no segundo existe decisão superior com estruturas de intermédias de aplicação dessas orientações. O exemplo da Suécia, Finlândia, Dinamarca, Reino Unido, Bélgica e Holanda apresentam um sistema educativo descentralizado. Em Portugal, tem havido uma maior centralização da decisão, há uma maior autonomia da escolas de forma a que sejam responsabilizadas pela identidade regional e local de forma usufruir de uma maior participação e enquadramento nas sociedades.

Os tipos de sistema educativo revelam de certa forma, uma cadência de diferentes perspetivas. Uma inicial que visava apenas a instrução de novos conhecimentos para uma perspetiva de formar profissionais e depois numa perspetiva de formar cidadãos de uma sociedade em plenitude.

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