Ao longo das
últimas décadas, a escola ganhou diversos papéis preponderantes nas sociedades
desde a instrução académica, formação de cidadãos e formação de profissionais.
Para acompanhar este ciclo de mudanças, que coincide com a revolução
industrial, surge o termo sistema educativo com o propósito de regular o
funcionamento das escolas ideia também defendida por Gaspar (1996:122) “um sistema é um conjunto organizado e
coerente de áreas que o compõem, de práticas, de métodos e de estruturas, de
acordo com uma concepção ou uma determinada doutrina, com vista a fins
elaborados em função das necessidades de indivíduos ou da coletividade”.
Pensar que o
principal objeto da educação é o ser humano, é reforçar o papel fulcral de
educar um cidadão na sua plenitude, independentemente das suas ideologias,
cultura, conhecimentos entre outros permitindo de certa forma, que cada ser
consiga identificar e evoluir o projeto individual que ajudará a sociedade a
crescer e a evoluir.
Na bibliografia
consultada, foi possível identificar diferentes tipologias dos sistemas
educativos na europa. Tipo escandinavo
com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades com uma oferta para
todas as crianças num maior período possível. Tipo anglo-saxónico numa tendência de um ensino mais
individualizado no regime de tutoria de apoio às crianças com maiores
dificuldades. Tipo germâmico que
apresenta várias ofertas paralelas com o objetivo de inserção profissional e
social dos alunos. Tipo
latino-mediterrânico valoriza a homogeneidade, ou seja, o sistema educativo
deverá ser um tronco comum que procura solucionar a componente social.
Partilhando a
participação do colega Luís Carvalho, os sistemas educativos variam entre os
modelos centralizado e decentralizado. No primeiro a decisão do poder faz-se em
vértice do topo da pirâmide para a sua base e no segundo existe decisão
superior com estruturas de intermédias de aplicação dessas orientações. O
exemplo da Suécia, Finlândia, Dinamarca, Reino Unido, Bélgica e Holanda
apresentam um sistema educativo descentralizado. Em Portugal, tem havido uma
maior centralização da decisão, há uma maior autonomia da escolas de forma a
que sejam responsabilizadas pela identidade regional e local de forma usufruir
de uma maior participação e enquadramento nas sociedades.
Os tipos de
sistema educativo revelam de certa forma, uma cadência de diferentes
perspetivas. Uma inicial que visava apenas a instrução de novos conhecimentos
para uma perspetiva de formar profissionais e depois numa perspetiva de formar
cidadãos de uma sociedade em plenitude.