Conceitos e modalidades da avaliação
Relativamente
à questão da avaliação dos sistemas educativos Roggero (2002) carateriza o
surgimento da avaliação para apreciar a eficácia de uma política recorrendo à
comparação de resultados e objetivos tendo em conta os meios existentes. O
mesmo autor compara diferentes modelos de avaliação escolar na europa
apresentando algumas caraterísticas do modelo concorrencial inglês, modelo de
interesse geral francês e o modelo finlandês.
O modelo concorrencial inglês carateriza-se,
segundo Roggero (2002:34) como “um
sistema educativo muito descentralizado na qual a concorrência entre
estabelecimentos é encorajada pela livre escolha dos pais”. Por sua vez, o modelo de interesse geral francês é
centralizado através do Ministério da Educação nacional que através das inspeções
(que garantem a avaliação profissional dos professores e das formações) mas
também da administração da educação nacional (tarefa de avaliar os
estabelecimentos escolares e o próprio funcionamento administrativo do
Ministério) que se regem essencialmente por uma avaliação qualitativa. Por fim,
e já com referências anteriores neste mesmo espaço, surge o modelo finlandês que enfatiza a
importância da autoavaliação dos próprios estabelecimentos de ensino. Essa avaliação
é adaptada a cada contexto e escola e das “expetativas
de atores exteriores à escola” Roggero (2202:36).
O que estes
modelos valorizam são as avaliações que são necessárias existir para que um
sistema educativo seja funcional e que integra os seus ideais e objetivos
iniciais para que as suas finalidades sejam superadas com sucesso. Para isso, é
importante existir um regime de avaliação aos alunos, mas também aos
professores, e ainda mais às próprias escolas e aos seus sistemas de ensino,
não com a perspetiva de “penalizar” mas sim de “valor” e “melhorar” cada vez
mais as escolas que formam milhares de jovens para uma vida e uma cidadania
ativa.
É legítimo que
as avaliações feitas aos estabelecimentos de ensino possam servir para melhorar
os seus serviços, potenciar os seus recursos físicos, humanos e financeiros no
contexto em que estão inseridos tendo em vista o alcance dos objetivos
educativos. Primeiramente a avaliação deve ter bem definido o seu objeto e o
seu propósito. Confesso não estar totalmente ciente dos processos e
procedimentos de avaliação do sistema educativo nacional, mas na sua
globalidade creio ser possível existirem ações de melhoria e que se possa criar
estratégias que efetivamente criem sucesso entre todos os atores.




