domingo, 25 de janeiro de 2015

A regulação dos sistemas educativos II

Conceitos e modalidades da avaliação

Relativamente à questão da avaliação dos sistemas educativos Roggero (2002) carateriza o surgimento da avaliação para apreciar a eficácia de uma política recorrendo à comparação de resultados e objetivos tendo em conta os meios existentes. O mesmo autor compara diferentes modelos de avaliação escolar na europa apresentando algumas caraterísticas do modelo concorrencial inglês, modelo de interesse geral francês e o modelo finlandês.

O modelo concorrencial inglês carateriza-se, segundo Roggero (2002:34) como “um sistema educativo muito descentralizado na qual a concorrência entre estabelecimentos é encorajada pela livre escolha dos pais”. Por sua vez, o modelo de interesse geral francês é centralizado através do Ministério da Educação nacional que através das inspeções (que garantem a avaliação profissional dos professores e das formações) mas também da administração da educação nacional (tarefa de avaliar os estabelecimentos escolares e o próprio funcionamento administrativo do Ministério) que se regem essencialmente por uma avaliação qualitativa. Por fim, e já com referências anteriores neste mesmo espaço, surge o modelo finlandês que enfatiza a importância da autoavaliação dos próprios estabelecimentos de ensino. Essa avaliação é adaptada a cada contexto e escola e das “expetativas de atores exteriores à escola” Roggero (2202:36).

O que estes modelos valorizam são as avaliações que são necessárias existir para que um sistema educativo seja funcional e que integra os seus ideais e objetivos iniciais para que as suas finalidades sejam superadas com sucesso. Para isso, é importante existir um regime de avaliação aos alunos, mas também aos professores, e ainda mais às próprias escolas e aos seus sistemas de ensino, não com a perspetiva de “penalizar” mas sim de “valor” e “melhorar” cada vez mais as escolas que formam milhares de jovens para uma vida e uma cidadania ativa.


É legítimo que as avaliações feitas aos estabelecimentos de ensino possam servir para melhorar os seus serviços, potenciar os seus recursos físicos, humanos e financeiros no contexto em que estão inseridos tendo em vista o alcance dos objetivos educativos. Primeiramente a avaliação deve ter bem definido o seu objeto e o seu propósito. Confesso não estar totalmente ciente dos processos e procedimentos de avaliação do sistema educativo nacional, mas na sua globalidade creio ser possível existirem ações de melhoria e que se possa criar estratégias que efetivamente criem sucesso entre todos os atores.

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