Para uma sociedade do conhecimento ser
profícua, existirá a necessidade de haver interligação entre várias forças.
Desde logo, pelas forças políticas e suas representações pelo impato que podem
ter nas decisões em torno da educação. Também, não podemos esquecer os
investigadores que tentam identificar as forças e fraquezas de determinadas
estratégias em diferentes contextos. As direções regionais e as direções de
escola e os seus grupos de trabalho devem estar em sintonia na troca de
orientações e de experiências.
Esta ligação e articulação entre os
intervenientes enunciados anteriormente, só poderão resultar numa estratégia
que crie condições de sistemas educativos para uma sociedade do conhecimento
tal como refere Delors (1999:82) “ é
necessário fornecer a todos, o mais cedo possível, o “passaporte para a vida”.”
Prova da necessidade de adequação melhoria e
eficácia dos sistemas educativos europeus é a criação de diversos tratados e
documentos que tentam articular as potencialidades e os contextos de cada
sistema educativo de cada país. A minha questão que deixa ser algumas dúvidas
prende-se com o facto de muitas das vezes não se deixar “amadurecer” o tempo
suficiente uma estratégia e passar para outra. Porque ocorre? Na minha opinião,
por pressões políticas (tal como refere o colega Rogério Vieira), inoperância
das chefias, não acreditar nos projetos/reformas e nas suas mudanças.
A colega Catarina Raimundo citou Patrícia
Romeiro “o termo sociedade do
conhecimento é associado, na literatura científica e nos discursos políticos, a
realidades tão distintas como os desafios inerentes ao desenvolvimento das TIC,
o crescente funcionamento em rede (Castells, M., 1996), a inovação (Knight,
R.V. 1994) a economia intensiva em conhecimento (Bell, D., 1973;Drucker, P.,
1969) ou a aprendizagem.” Aqui surge a importância da estratégia para a
definição de grandes objetivos e linhas orientadoras da ação estabelecidas a
nível nacional ou local tendo em vista a mudança para uma sociedade do
conhecimento.

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